9 museus em Lisboa

04 Dez. 18
9 museus em Lisboa

Que tivemos a oportunidade de visitar

Primeiro, tenho que parabenizar ao meu filho de 5 anos que andou 14km por dia para visitar toda esta lista de museus com muito interesse e sem reclamar. Segundo, tenho que agradecer ao Turismo de Lisboa (@visitlisboa) que patrocinou todos os ingressos nesta viagem. Terceiro, havia mais 3 museus na lista que esta vez não visitámos, mas ficaram para a quarta viagem.:)
Já que resolvemos no último post que Lisboa sim é uma das cidades onde deveriam considerar, aqui trago a lista da nossa peregrinação, cada um deles adorámos e voltaremos!

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Castelo de S. Jorge

Um dos símbolos de Lisboa foi a nossa primeira parada no tour que fizemos com a Lisboa Autêntica. O Castelo de S. Jorge – Monumento Nacional integra a zona nobre da antiga cidadela medieval (alcáçova), constituída pelo castelo, os vestígios do antigo paço real e parte de uma área residencial para elites. A fortificação, construída pelos muçulmanos em meados do século XI, era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela: o alcaide mouro, cujo palácio ficava nas proximidades, e as elites da administração da cidade, cujas casas são ainda hoje visíveis no Sítio Arqueológico.
Transformado em paço real pelos reis de Portugal no século XIII, o Castelo de S. Jorge foi o local escolhido para se receberem personagens ilustres nacionais e estrangeiras, para se realizarem festas e aclamarem-se Reis ao longo dos séculos XIV, XV e XVI.
Com a integração de Portugal na Coroa de Espanha, em 1580, o Castelo de S. Jorge adquire um caráter funcional mais militar, que se manterá até ao início do século XX. Os espaços são reconvertidos, outros novos surgem. Mas, é sobretudo após o terramoto de Lisboa de 1755 que se dita uma renovação mais substantiva com o aparecimento de muitas construções novas que vão escondendo as ruínas mais antigas. No século XIX, toda a área do monumento nacional está ocupada por quartéis. Com as grandes obras de restauro de 1938-40, redescobre-se o castelo e os vestígios do antigo paço real O castelo readquire a sua imponência de outrora e é devolvido ao usufruto dos cidadãos.

Sé Catedral de Lisboa

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A construção da catedral data do século XII e seu estilo predominante é o românico. O nome completo é Santa Maria Maior.
Durante a história, a Catedral foi reformada em várias ocasiões e, embora tenha sobrevivido de maneira exemplar, sofreu várias catástrofes naturais. Os três terramotos que danificaram a cidade, não pouparam esta igreja conferindo-lhe também alguns prejuízos materiais. Após os citados danos, a Sé de Lisboa, foi remodelada ao longo dos anos de forma a apresentar-se hoje como é conhecida.
À esquerda da entrada da Sé de Lisboa encontra-se a parte que eu mais gostei que é a capela que guarda a pia onde Santo António de Lisboa (o santo padroeiro de Portugal desde 1934) foi batizado em 1195. A capela está decorada com azulejos que retratam o santo pregando aos peixes.

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Dica: descendo só alguns metros da Catedral, podem visitar a Igreja de Santo António, até uma pequena caverna onde ele nasceu. Achei demais!

Convento do Carmo

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A última parada no nosso tour e no melhor horário. Deixou-me sem palavras. Este lugar é tão incrível que fiz um post separado sobre ele. Cliquem aqui.

Oceanário de Lisboa

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Está com uma criança de 5 anos, claro que vai visitar o maior aquário na Europa e o segundo maior do mundo, verdade?:) E logo depois de deixar as malas no hotel, se possível.:)
O Oceanário de Lisboa encontra-se no Parque nas Nações. Foi construído e inaugurado no âmbito da Expo 98, a última exposição mundial do século XX, com o tema "Os Oceanos, um Património para o Futuro". É classificado como um aquário público e ao mesmo tempo uma instituição dedicada à pesquisa sobre oceanografia e biologia marinha. Lá dentro podem ser encontradas as mais diversas espécies de aves, peixes, mamíferos bem como outros habitantes marinhos.

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Jardim Zoológico de Lisboa

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Vocês alguma vez já fizeram a visita guiada pelo jardim zoológico?
Eu não, mas depois de fazê-lo em Lisboa, mudei a minha opinião sobre esse tipo da visita por causa de um excelente educador que nos acompanhou. Ele explicou a consciência e responsabilidade dos jardins zoológicos na preservação das espécies raras e como funciona todo o sistema entre os jardins na Europa. Um jardim zoológico pode ser considerado um centro de conservação, reprodução e reintrodução de espécies em vias de extinção, através da investigação científica e de programas de enriquecimento ambiental. Promover este importante espaço em que aliada à educação está uma forte componente de entretenimento.
O jardim zoológico de Lisboa é o quarto mais antigo da Europa, aberto 134 anos atrás com uma infraestrutura que deixa aos animais mais espaço e habitat natural.
O Zoo oferece também os Sábados Selvagens - um programa especialmente pensado para promover a aprendizagem em família, incentivando a partilha de conhecimento entre adultos e crianças e propondo experiências únicas. Nos percursos temáticos do programa visitam-se alguns bastidores para descubrir alguns dos processos diários de tratamento e alimentação dos animais, bem como vários exemplos de enriquecimentos ambientais. Legal, né?:)

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Horário: Das 10h às 18h00
Preço: Adulto 21,50€, criança 14,50€

Torre de Belém

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Vocês sabiam que o nome verdadeiro é a Torre de São Vicente, padroeiro de Lisboa?
Esta torre foi inscrita na lista do Património Mundial da UNESCO e é um ex-libris do património cultural português projetado em todo o mundo e um dos elementos arquitetónicos que pontua a paisagem ribeirinha na zona monumental Ajuda-Belém. A Torre de Belém fazia parte de um sistema de defesa tripartida entre o baluarte de Cascais e a fortaleza de S. Sebastião da Caparica, na margem oposta do rio. A decoração da Torre ostenta a simbologia própria do manuelino – cordas que envolvem o edifício rematando em elegantes nós, esferas armilares, cruzes da Ordem Militar de Cristo e elementos naturalistas.
Para chegar ao pico mais alto, tem um corredor de 93 degraus, tão estreito que existe um semáforo. Apesar de fila constante, vale a pena a vista para o Mosteiro dos Jerónimos e o Padrão dos Descobrimentos.

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Padrão dos Descobrimentos

A expansão marítima portuguesa não poderia ficar despercebida na história do país. Foram tantos os descobrimentos e conquistas realizadas pelos portugueses, entre 1415 e 1543, que a “Era dos Descobrimentos europeus” não só impulsionou a procura de rotas alternativas para o comércio no Mediterrâneo, como também contribuiu para os avanços da tecnologia náutica, cartografia e astronomia, desenvolvendo os primeiros navios capazes de navegar em segurança pelo mar aberto, ajudando essencialmente a delinear o mapa do mundo, tal como o vemos hoje.
O Padrão dos Descobrimentos é uma obra moderna, mas que parece antiga (já notaram isso em Lisboa?). A sua famosa forma é de uma caravela estilizada. As esculturas ao redor são alguns dos maiores navegadores e personalidades importantes da época, como Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e o poeta Luís de Camões. No topo do monumento destaca-se a imagem do grande impulsionador das descobertas, o Infante D. Henrique a segurar uma caravela em miniatura e a observar o Tejo, invocando a vontade de explorar o novo mundo.
Na entrada para o Padrão dos Descobrimentos está desenhada no chão uma Rosa-dos-Ventos que foi um presente da República da África do Sul para valorizar o conjunto patrimonial que Portugal alcançou. A Rosa-dos-Ventos mostra o mapa do mundo e as rotas mais importantes, assim como os respetivos anos em que foram realizadas as descobertas pelos portugueses nos séculos XV e XVI.
No interior não tem nada para visitar, mas pagando o ingresso podem subir de elevador ao mirante que é o melhor sítio para se ter uma visão geral da Rosa-dos-Ventos para além de encantar-se com uma magnífica panorâmica do Rio Tejo abraçando Lisboa e a zona de Belém. Pena que estava chovendo tanto no momento que subimos que só consegui filmar um vídeo (está nos destaques nos Insta Stories).

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Mosteiro dos Jerónimos

Imagine o nosso azar que no dia que íamos visitar o Mosteiro, veio o presidente de Angola e todo o complexo estava fechado? Não vou chorar muito porque já o visitámos a última vez, mas ainda vou postá-lo aqui porque acho que vale a pena.
Perto do local onde o Infante D. Henrique, em meados do séc. XV, mandou edificar uma igreja sobre a invocação de Sta. Maria de Belém, quis o rei D. Manuel I construir um grande Mosteiro. Para perpetuar a memória do Infante, pela sua grande devoção a Nossa Senhora e crença em S. Jerónimo, D. Manuel I decidiu fundar em 1496, o Mosteiro de Sta. Maria de Belém, perto da cidade de Lisboa, junto ao rio Tejo. Doado aos monges da Ordem de S. Jerónimo, é hoje vulgarmente conhecido por Mosteiro dos Jerónimos.
O Mosteiro é um referente cultural que não escapou nem aos artistas, cronistas ou viajantes durante os seus cinco séculos de existência. Foi acolhimento e sepultura de reis, mais tarde de poetas. Hoje é admirado por cada um de nós, não apenas como uma notável peça de arquitectura mas como parte integrante da nossa cultura e identidade.
O Mosteiro dos Jerónimos foi declarado Monumento Nacional em 1907 e, em 1983, a UNESCO classificou-o como "Património Cultural de toda a Humanidade".

MAAT

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Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia é provavelmente o lugar mais doido que visitei em Lisboa. Por isso merece um post separado.:) Cliquem aqui.

Museu dos Coches

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Imagine essa injustiça de ser visitado depois do MAAT.:D Apesar de não ser tão deslumbrante como o museu anterior, achei o Museu dos Coches uma graça de lugar. Foi inaugurado em Lisboa em 1905 pela rainha D. Amélia d’Orleães e Bragança, princesa de França, casada em 1886 com o futuro rei de Portugal D. Carlos I.

O local escolhido para instalar o primeiro museu de coches do mundo foi o salão do antigo Picadeiro Real, mas em 1910, a coleção do museu aumenta com a chegada de um conjunto de coches e berlindas da extinta Casa Real. Em 1911 o museu passa a designar-se Museu Nacional dos Coches, em 2015 reabriu na nova locação, que é onde o visitamos.

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Arco da Rua Augusta

A intenção era assistir o pôr-do-sol lá de cima mas infelizmente estava chovendo nesse dia. Mas fica a dica sobre este lugar que tem a melhor vista para a Praça do Comércio. O grande arco de triunfo da cidade tem o valor histórico também porque se considera a porta nobre que se abre para o interior da Baixa. Foi projectado ainda no tempo do Marquês de Pombal, como remate do lado norte da Praça do Comércio, mas executado só em 1862 e terminado em 1873.

No cimo, um conjunto alegórico simboliza a "Glória coroando o Génio e o Valor", obra do escultor francês Anatole Calmels. Imediatamente abaixo recortam-se (da esquerda para a direita) as estátuas de Viriato, Vasco da Gama, Marquês de Pombal e Nuno Álvares Pereira (estas, do escultor português Vítor Bastos), ladeadas pelas representações dos rios Tejo e Douro.

Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva

Mais um lugar incrível que não conseguimos visitar. Imaginem, às segundas-feiras fica fechado e sim, nós chegámos na segunda-feira. Não deu para encaixá-lo no programa nos próximos dias, mas vale a pena mencioná-lo porque é muito atrativo, especialmente para as crianças.
O Pavilhão do Conhecimento é um museu interativo criado com o objetivo de estimular o conhecimento e divulgar a cultura tecnológica e científica. Para atingir esse objetivo, ao longo da visita são propostas exposições e atividades que permitem ao visitante explorar diversos temas de forma ativa, descontraída e lúdica.
Este Museu está instalado no edifício projetado pelo arquiteto José Luís Carrilho da Graça para Pavilhão do Conhecimento dos Mares da Expo 98, um dos espaços mais visitados da exposição mundial. Segundo o seu arquiteto, João Luís Carrilho da Graça, o conjunto do Pavilhão é o resultado do cruzamento de um volume vertical e outro horizontal, que classifica de megalítico. No entanto, o volume vertical assenta diretamente no solo, enquanto o outro não. Com um sentido tectónico, conjugam-se forma e construção para propor um edifício que também significa permanência, uma das bases conceptuais da Arquitetura desde sempre. Bem interessante, verdade?

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Nota: Toda a nossa viagem ficou registrada nos destaques no Instagram @dubrovnik_em_portugues, que contém todas as dicas!

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